
Sionistas governados por neofascistas invadem terra que era dos palestinos, humilham os muçulmanos e depois ainda condenam atentados terroristas.
Nossos companheiros palestinos vivem um dilema de resolução praticamente impossível: se forem passivos diante da violência de Israel, continuarão sendo massacrados e ridicularizados. Se forem ativos e responderem à violência israelense com atentados terroristas, contribuirão para a continuidade do governo fascista de Ariel Sharon, já que o povo de Israel nutrirá um grande ódio pelos palestinos.
A mídia, que sempre é parcial, trata os palestinos como "terroristas sanguinários perturbadores da paz" e coloca Israel como "o único Estado desenvolvido, soberano e livre do Oriente Médio, que, por isso, gera um ódio nos muçulmanos reacionários". Besteira. A região da Palestina já era ocupada por árabes antes mesmo da chegada dos hebreus, mais de 2000 anos antes de Cristo. Não tem nada de "inveja" de Israel.
Com o apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos, os judeus começaram a invadir a Palestina através do sionismo, movimento criado no final do século XIX que defende o retorno dos judeus a Sion (nome bíblico de Canaã), a "Terra Prometida". Excelente! Então eu irei dizer que Fernando de Noronha é a minha terra prometida e irei invadi-la, expulsando os atuais moradores do local. Quem sabe até consigo apoio das potências ocidentais e a mídia irá dizer que Fernando de Noronha é meu e que os opositores da minha ocupação são terroristas perturbadores da paz!
Em 1947 a ONU aprovou a criação de um estado israelense e, um ano após, árabes da Palestina, do Egito, do Líbano, do Iraque, da Jordânia e da Síria, inconformados, declararam guerra a Israel. Os sionistas venceram (também pudera: tinham o apoio dos Estados Unidos!), e então ? pasmem ? 75% das terras palestinas foram incluídas no território israelense, o estado árabe-palestino deixou de existir e mais de dois terços da população muçulmana abandonaram suas casas e tornaram-se refugiadas. Refugiadas em seu próprio país!
Os Estados Unidos, como única superpotência mundial após a queda da URSS, deu (e dá) total apoio aos sionistas, já que muitos judeus milionários "patrocinam" o país que arrebentou quase todo o mundo. George W. Bush, querendo aparecer como alguém "bonzinho", disse que apóia a criação de um estado palestino desde que Yasser Arafat, o líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), saísse do comando. Obviamente, os palestinos nunca irão querer que seu líder deixe o poder por um capricho dos aliados dos sionistas.
E o pior é que a ONU, a Organização das Nações Unidas, além de apoiar a criação de Israel nas terras que pertenciam aos palestinos, atualmente não faz absolutamente nada para tentar apaziguar o conflito. Com aquela história de ser "neutra", não pode ajudar os palestinos porque iria desfavorecer os israelenses, e vice-versa. Como se isso não bastasse, qual membro da ONU vai querer ser contrário aos interesses dos Estados Unidos e arriscar ter seu país incluído no "eixo do mal" estadunidense? Prova disso é a aprovação da resolução que obriga o Iraque a se desarmar porque, segundo Bush filho e seu subordinado Tony Blair, Saddam Hussein fabrica armas de destruição em massa. Não é os Estados Unidos que tem o maior arsenal bélico do mundo?
Mas voltando ao conflito Palestina-Israel, podemos afirmar que os atentados terroristas praticados pelos árabes palestinos são totalmente justificáveis. Ora, imagine um palestino que tinha casa e família na sua pátria, foi obrigado a deixar tudo para trás com a invasão dos sionistas, se tornou um refugiado (em seu próprio país, repito), é humilhado constantemente pelos israelenses, tem que pedir permissão para fazer absolutamente tudo e convive com vários toques de recolher. Será que ele te
m alguma expectativa de vida no futuro? Então basta um grupo terrorista propor que ele morra explodindo vários israelenses que este palestino irá virar homem-bomba facilmente.Não que eu esteja apoiando os atentados, porém, esta parece ser a única forma de combater o terror israelense. Não basta matar governantes, pois outros os substituirão. Já que a ONU está mais preocupada em dizer amém a tudo que os Estados Unidos propõe, resta para os palestinos arquitetar ataques terroristas para tentar ter um mínimo de dignidade, nem que seja num outro mundo.
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PS: LEIAM AGORA UMA MATÉRIA DO ANO DE 2008
Duas narrativas de guerra
A terceira alternativa corresponde a um único Estado em Israel/Palestina. É a proposta dirigida a todos os cidadãos de Israel pela Aliança Nacional Democrática, um partido que nasceu entre a minoria árabe com cidadania israelense. Jamal Zahalka a apresenta do seguinte modo: “aceite-me como um igual em seu Estado e eu o aceitarei como um igual em meu Estado”. À luz dos princípios da democracia, não há nada de errado com essa proposta – e, efetivamente, judeus e árabes seculares têm mais em comum uns com os outros que os primeiros com os judeus ultra-ortodoxos e os segundos com os muçulmanos fundamentalistas.
Mas a utopia de um só Estado não está ao alcance da política realista. Para que ela tivesse uma chance, o sionismo precisaria fracassar, o que ainda não aconteceu, e os palestinos precisariam demonstrar que podem erguer uma nação democrática, o que não está provado. Nessas circunstâncias, sobram apenas as alternativas da paz pela partição de Israel/Palestina em dois Estados e da guerra permanente, conduzida por um Estado judeu que renuncia à democracia para sustentar a ocupação dos territórios palestinos.
O projeto da paz pela partição quase foi atingido nas negociações de Taba (2001), que solucionaram os problemas territoriais e de fronteiras, mas espatifou-se contra os rochedos gêmeos do estatuto de Jerusalém e do direito de retorno dos refugiados. Os temas condensam as narrativas paralelas que configuram as identidades nacionais israelense e palestina. Não haverá paz sem o sacrifício das duas narrativas.
A escritura nacionalista do sionismo tomou emprestada a pena da religião, ancorando o Estado judeu numa legitimidade de natureza bíblica. Daí derivou o lema da “terra sem povo para o povo sem terra”, que cancelou a existência dos árabes palestinos. Logo após a independência de Israel, por ordem de David Ben-Gurion, uma missão cartográfica encarregou-se de substituir os nomes árabes por nomes hebreus, de ressonâncias bíblicas, nos acidentes geográficos do deserto do Neguev, imprimindo à paisagem conquistada os signos de uma tradição milenar. A negação da presença árabe expressou-se nos livros didáticos israelenses, que descreveram os “nativos” como beduínos do deserto – bons selvagens, mas apenas figuras efêmeras numa paisagem sólida. A primeira-ministra Golda Meir classificou os palestinos como jordanianos, eliminando por essa via expedita a inconveniente presença humana não-judaica na “terra sem povo”.
Jerusalém, unificada militarmente na Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi declarada capital “eterna e indivisível” de Israel. A lógica do reconhecimento da nação palestina por Israel, nos Acordos de Oslo de 1993, solicita a admissão de um direito palestino sobre a parte árabe da cidade santa. Mas isso implica desistir do princípio bíblico da legitimidade de Israel. Em Taba, os representantes israelenses ousaram aventurar-se nessa estrada, sugerindo conceder uma sede de governo palestino nos arrabaldes de Jerusalém. Na jornada da paz, Israel terá que trilhar a estrada inteira, aceitando compartilhar com os palestinos a Cidade Velha.
No fim da guerra de 1948-49, os refugiados palestinos somavam cerca de 700 mil. De lá para cá, os seus povoados e pomares deixaram de existir, substituídos por cidades israelenses. Mas os refugiados conservam zelosamente as chaves de suas casas que desapareceram, em lugares cujos nomes foram abolidos. Nas solenidades de meio século da Nakba, em 1998, a cerimônia principal foi a passagem das chaves da geração de 1948 para seus netos. A memória da honra roubada anima os espíritos para a continuidade da luta pelo retorno.
No imaginário palestino, uma trajetória mítica de despossessão interliga dois pontos separados por meio milênio: “Palestina tornou-se Andaluzia; nós perdemos a Palestina, assim como havíamos perdido Andaluzia”, nas palavras do poeta Mahmoud Darwish. Sanaúd (“Voltaremos”) – a senha da diáspora palestina veicula a aspiração de reinventar a história, escrevendo-a de novo, desde o começo, num mármore limpo. Mas a comunidade diaspórica é constituída hoje por 4,5 milhões de palestinos e o direito coletivo ao retorno para território israelense implicaria a dissolução do caráter judaico de Israel. Em Taba, Yasser Arafat recuou diante da hipótese de reinterpretar esse direito como uma opção de retorno ao território do futuro Estado palestino. Na jornada da paz, os novos líderes palestinos terão que sacrificar o princí
pio basilar de sua narrativa nacional.A troca de metade de Jerusalém pelo direito inteiro de retorno dos refugiados palestinos é a fórmula incontornável de uma paz apoiada na partilha da terra santa em dois Estados. Essa porta de saída não permanecerá aberta para sempre. Estimativas indicam que a população árabe de Israel/Palestina já supera a população judaica. No aniversário de 70 anos da Nakba, os palestinos não exigirão um Estado, mas cidadania plena para todos e direitos iguais. Então, só restará ao Estado judeu a alternativa de governar a maioria árabe como a África do Sul governou a maioria negra durante o apartheid.
Demétrio Magnoli
PS:O sionismo criou um novo Estado nascido de uma guerra no berço da civilização humana. Hoje, 60 anos depois, a usurpação da Palestina em favor do imperialismo chegou a seu completo esgotamento. 60 anos de apartheid na Palestina, e nada foi feito além de destruição, mortes demonstrações tamanhas do distanciamento de DEUS.

3 comentários:
ÓÓH , colega(y) parabéns . Gostei muito do post , e também acho que Palestina é a inocente no conflito e , que a ONU é a grande culpada por não tentar abrandar a situação . Parabéns mais uma vez ! :D
Gostei demais da reportagem!!!Acredito mesmo q. a Mìdia só passa o q. é de interesse das grandes potências...Em um minuto ela faz a verdade virar mentira e a mentira virar verdade...desde q. isto beneficie "OS GRANDES". Mas sempre tenho uma dúvida q. talvez possam resolvê-la: Não consigo diferenciar Israel e Palestina...Se Israel é um País, as terras da Palestina não seriam de Israel? Mas então Israel é um EStado e avança sobre as terras da Palestina q. é outro Estado?Mas Israel tem até Bandeira, então é um País?!!!Poderiam me esclarecer isto, talvez seja até uma pergunta não muito inteligente, mas tenho estudado muito e me ficou esta dúvida. Gostaria muito q. me esclarecessem. Muito obrigada, Elisete.
A PALESTINA É UM ESTADO INDEPENDENTE. Território situado entre o Mediterrâneo a oeste, o rio Jordão e o Mar Morto a este, a chamada Escada de Tiro a norte (Ras en-Naqura/Roch ha-Niqra, fronteira com o Líbano) e o Wadi el-Ariche a sul (fronteira com o Sinai, tradicionalmente egípcio). Com 27.000 km2, a Palestina é formada, de um modo geral, por uma planície costeira, uma faixa de colinas e uma cadeia de baixas montanhas cuja vertente oriental é mais ou menos desértica.
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